terça-feira, maio 03, 2016

Dois poemas de Brissos Lino

Lorenzo Quinn, "Mão de Deus"

Homens

"Somos apenas pó e trevas"
Horácio

À superfície
deste corpo vegetamos
e escrevemos da nossa mágoa
litros de lágrimas de sangue
com penas leves de sombra

temas
sólidos que nos aprofundam
os olhos incolores

o sabor impuro
que nos desce à boca
é o rasto
do pensamento

mas somos reis a rasgar as vestes
se a Mensagem que acolhemos nos sitia
entre muralhas de silêncio

e os cardos do nosso orgulho
sufocam a boa semente
que nos lança Deus ao coração.


Desertos

Nenhuma manhã os habitava

os seus dedos nunca passavam
de sombras simples

só no fim se recordaram
que Tu existes
e então choraram
o devoto afastamento dos seus olhos.

Fonte: Arquivo Revista BARA (Portugal).

terça-feira, abril 26, 2016

Dois poemas de Manuel Moutinho


Tudo É Preciso

Só queres planície
Mas pensa bem
Montes e vales
O mundo tem

Ser compreendido
Dá gozo e prazer
Se Jesus não foi
Tu não esperes ser

Não é agradável
A humilhação
A rosa e o espinho
Bem juntos estão

São amargos os apertos
Custa muito sofrer
Para o vaso ser vaso
Vai ao forno cozer

Só pretendes sol
Mas as nuvens não
O dia e a noite
Precisos nos são

Tudo precisas na vida
De tudo tira lição
Mantém os olhos no Céu
Busca força na oração.


O Amigo das Confidências

Não contes tuas fraquezas
A todo o que julgas fiel
Por tal descuido já muitos
Provaram o gosto ao fel
Promete-te segredo esse amigo
Ele jura-te tudo guardar
Mas ele tem outro amigo
A quem vai tudo contar
E este… tem outro amigo
Que faz a nova correr
Veloz a falta que só Deus viu
Toda a grei fica a saber

Aprende e toma a lição
Evitarás vexame e dor
As fraquezas a contar

Devem ser só ao Senhor

Fonte: Revista BARA (Portugal).

quinta-feira, abril 21, 2016

Cristã secreta da Árabia Saudita escreve poema sobre seu encontro com Jesus

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A situação dos cristãos na Arábia Saudita é bastante séria e o extremismo islâmico tem feito diversas vítimas ao longo dos anos. As restrições do governo sobre a liberdade religiosa, em geral, são muito elevadas e, por conta da forte influência do fundamentalismo islâmico, quem escolhe servir a Jesus deve fazê-lo em segredo. 
Diante de todo esse contexto, como uma cristã na Arábia Saudita enxerga Jesus? Leia a seguir.
Ele habitou no mais profundo do meu coração
Eu enxerguei sua luz de longe
por trás das montanhas
por trás do horizonte

Ele se levantou como a radiante luz de uma manhã cheia de alegria
Ele se levantou dentro da minha alma tão cheia de escuridão
minha alma perdida e confusa
minha alma que não conhecia o significado de “descanso”

No entanto, ele me visitou como a brisa suave
como a fragrância que emana das colinas
ele me visitou

Ele habitou no mais profundo do meu coração
e se estabeleceu lá dentro
Ele encheu minha alma com pureza, com vida

Ele é Jesus, gentil e compassivo
Jesus, a origem da minha alegria
Jesus, o refúgio da minha alma

Eu o adoro desde que o conheci,
e me apaixonei por ele
E como não poderia ser assim?
Pois ele me amou primeiro

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3.16
(Matéria publicada em 01/2015)

domingo, abril 10, 2016

Dois poemas de Heloísa Helena Zachello


                           Conjugados ao Verbo

João 1: 12 ao 14; João 3: 16.

“Eu”, com o verbo à distância,
sou um pronome, mais nada.
Porém, quando “O VERBO” me alcança.
Sou uma frase gerada.

“EU SOU” "me criou"!
“EU SOU” "me amou"!
“EU SOU” "me alcançou"!

E “NO NOME” que Exaltou
Acima de todos os nomes,
“EU SOU” então, me livrou
De ser um simples pronome.

Assim que, através disto,
Eu me encaixo com alegria
Na Frase dita por Cristo
Aos seus discípulos, um dia:

“Porque Deus ao mundo amou
de forma Sublime e Paterna
que Seu Filho enviou”,
pra “eu”ganhar vida Eterna,
e pra todos, que ouvindo Sua Voz,
deixem de pensar simples “eu”,
e passem a conjugar: “Nós"!


Do amanhecer ao por do sol

Salmo 113: 3

Louvado seja O Nome do SENHOR!

Pelo dia que amanhece;
Pela árvore que floresce;
Pela ave que livre voa,
Pelo canto que ela entoa,

Louvado seja O NOME DO SENHOR!

Pelo sol do meio dia
De calor e energia;
Pelo pão, que é diário,
Pela água e o vestuário,

Louvado seja O NOME DO SENHOR!

Pela noite a chegar
E a dormir nos convidar;
Pelo fato de se ter
Tanto Bem pra agradecer,

LOUVADO SEJA O NOME DO SENHOR!!!

Visite o blog da autora: http://heloraiz.blogspot.com.br/

domingo, abril 03, 2016

Um poema de Ricardo Mendes Rosa


I Soneto Pascal
Pastarão juntos um dia
O feroz leão e o gentil cordeiro,
E não será o Sol que nos alumia
A estrela mais brilhante do filamento inteiro.
Não verteremos mais choro
A tristeza será consumida pelo amor,
Veremos ruas como de diamante e ouro,
Findará o medo e o terror.
Celebramos o fim da dor
E a vida sempre eterna
De um Rei cujo Reino não é desta terra!
Celebramos o esmagar da morte,
Cristo ressuscitou!
Verdadeiramente, Ele ressuscitou!

sexta-feira, março 25, 2016

No dia da Sua morte, poema de J.T.Parreira


no dia da Sua morte
hoje os cordeiros sentiram calafrios
no leite materno, beberam
os trigos o orvalho do chão
inclinando as espigas
hoje o sol abrandou
o seu ímpeto de fogo
e cedeu
a angústia pesada das pedras
dos sepulcros
hoje neste dia desigual
todas as mães sentiram
estremecer o útero
porque na cruz
uns olhos bordados de doçura
sucumbiam.

domingo, março 20, 2016

21 de março - Dia mundial da poesia


Viva a poesia!
Pragmatismo faz mal à saúde.
O pragmático é aquele que só aprecia retas, por achar inúteis as curvas.
O objetivo é aquele que vê a vida pelos óculos das cifras e das fórmulas, alheio ao êxtase das metáforas.
O positivo é aquele que admira os textos didáticos, informativos, programáticos, imperativos, achando-se superior aos que se deliciam com textos cujo beleza ofusca o conteúdo, porque para ele só o conteúdo importa.
O prático é aquele que orienta a sua vida pelos resultados, percebidos na apostila que resume tudo (mas não convida a pensar), no livro cheio de gráficos que dispensam a imaginação, no teatro que ensina alguma coisa, no curso que gera dinheiro (mas não riqueza).
Pensei nisto depois de me encontrar com a conclusão de uma pesquisa inglesa, segundo a qual ler poesia é mais útil do que ler livros de autoajuda, já que acrescenta elemento emocionais e autobiográficos ao conhecimento cognitivo.
E, ao pensar nisto, olho para as dezenas de livros de poesia diante de mim na estante e me lembro que o primeiro que ganhei e li, menino, era de poesia e o segundo, de ficção. Vieram fazer companhia à Bíblia, que cultiva todos os gêneros, sobretudo o poético. Eles me formaram.
ISRAEL BELO DE AZEVEDO

sexta-feira, março 11, 2016

Três poemas de Karla Waters


de passagem
muito me enche de felicidade 
saber que não amo nenhuma cidade
e que em nenhuma quero morar

sinto-me estrangeira
uma alma aqui passageira
e que em breve partirá

não quero amar este mundo 
não quero nele me encontrar 
prefiro estar deslocada 
a nesta terra me encaixar

se você não pode entender 
peço pelo menos que saiba respeitar
cidadãos daqui não são obrigados 
a entenderem os cidadãos de lá!





Graça

Hoje a graça veio me abraçar
Viu que o chão
Para mim não é bom lugar
Segurou minha mão
Com um sopro trocou minhas vestes 
Calçou os meus pés com um piscar
Me mostrou o caminho de volta
Às vezes a evolução é voltar
No céu ser rico é ter o bilhete de entrada
Tendo o bilhete você não precisa de mais nada
A graça agora me acompanha
Estou de volta no caminho certo
O caminho que passa pela cruz e pelos pregos
O caminho em que o riso não é constante
Mas a alegria da salvação é permanente
A graça caminha silenciosa
Caminha suave e perseverante
É boa companheira para a longa viagem
Ela ajuda, e além de apontar o caminho, diz baixinho: Avante!

Visite o blog da autora: http://poesiadoalto.blogspot.com.br/

terça-feira, março 01, 2016

SONO CÓSMICO, e-book de Pedro Marcos Pereira Lima para download


Neste excelente e breve Sono Cósmico - Um poema para crianças de todas as idades, Pedro Marcos Pereira Lima empreende uma singular viagem signo-cósmica pelo Universo físico e o universo das palavras. Mergulho onírico, lancinante imersão caleidoscópica: a ludicidade exacerbada que PMPL sabe como poucos extrair da língua, é aqui a criação sutil, prima materia a promover a aniquilação do éter do silêncio que é preenchido pela escandalosa multiplicidade de sentidos, signos que povoam a escrita do poeta nesta aventura cósmica.

Conforme prefácio do autor, "O poema aqui apresentado não tem nenhuma base científica, marcado pelo ludismo e metáfora, é apenas o que quer toda poesia, ser linguagem, ser sonho, ser magia, ser esperança. Se o Universo foi criado por um big bang ou por um “faça-se a luz” não é importante, necessário é mantermos esse lugar (até agora único habitável) nesse extenso universo em expansão, com justiça, tolerância e muito amor, para celebrarmos a VIDA.

Para os cristãos, a criança é representativa do cristianismo, na interpretação de inocência e humildade, como o próprio Cristo expressou: “Em verdade vos digo: quem não receber o reino de Deus como uma criança, de maneira nenhuma entrará nele” (Marcos 10:15)." 

Para baixar o e-book pelo site 4Shared, CLIQUE AQUI.
Para ler online ou baixar o e-book pelo site Scribd, CLIQUE AQUI.


segunda-feira, fevereiro 22, 2016

Um poema de Luciano Costa

Cláudio Dickson

Clamor do Sertanejo

Trazendo no rosto as marcas da dor
 Traços cinzentos que o tempo fez e riscou
 Coração sofrido e alma ansiosa
 O nordestino resiste com coragem audaciosa
 Carrega nos ombros a razão da sua fé
 Pesada é a jornada que a peregrinação produz
 Pagando promessas a quem nunca promessa recebeu
 O lamento de esperança envolve o seu cântico
 No entardecer silencioso a ouvir o estalo do vento
 Imagens que a sua imaginação projeta, materializadas na capela
 A sede que mata a plantação é a mesma que dilacera o seu coração
 E o coração vai batendo qual pêndulo do relógio
 Que anuncia as horas do tempo que não veio
 E a chuva nem chegou, o vento levou a última gota de esperança
 A sua prece sempre repete aquilo que aprendeu
 Embora não entenda o que ela quer dizer
 Sabe que ela o comove tanto e sempre nova é
 É apenas uma questão de fé, de crença (e a dúvida não quer parar)
 Meus Deus, nosso Sinhô! Ainda lembra desse pedaço de torrão?
 Manda a chuva, manda a tua misericórdia, socorre o aflito sofredor!
 Sertanejo que nunca desiste de lutar, o lamento é a sua canção...
 Ele nunca muda do seu lugar, é planta que Deus plantou...
 Que não quer o pedaço de chão deixar, suas raízes ali estão.
 Ouve o soar do trovão é certeza que Deus ouviu
 Que o viu, que está mandando a provisão
 A terra seca começa a cantar... a rã orquestra a sinfonia
 Dizendo que vai chover, o sertanejo enche os olhos d’água
 Como a nuvem que solta a chuva, não dá para esconder
 É a emoção de ser filho dessa terra
 Nordeste de muitas cores, culturas e sabores
 É terra querida, discriminada e sofrida
 Mas é o maior lugar, é o meu chão
 É aqui onde aprendi a ter fé no Criador
 Muitos altares conheci, mas agora sou altar de Deus
 Eu sou a capela do Espírito Santo, e adoro ao Senhor
 Deixei tanta superstição, abracei a verdade que libertou meu coração
 Sou nordestino sim senhor, de nada me envergonho de aqui ter nascido
 Minha terra é lugar de provação, mas é aqui que minha fé tem crescido...
 Porque de milagres vive esse povo, é na esperança que nos envolve

 Que sabemos que sempre temos... O Deus que nos socorre!


sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Dois poemas de Elienai Cabral Jr.

Juan Gris, 'Still Life with Violin and Glass

SE

A descontinuidade redentora de duas letrinhas, quando portuguesas, "se". 
Antecedendo frases, suscitando aberturas. 
A dúvida que pode nos livrar da tolice de uma certeza inerte.
De um medo infantil.
De uma alegria leviana.
De uma desistência precipitada.
De um orgulho tóxico.
Da pobreza,
solidão,
perversidade,
panaceia.
Acrescente "se" às conclusões de sua história. Coragem.
Os próximos passos contarão com um pouco mais de ansiedade.
Serão um tanto quanto inseguros.
Mas nós seremos mais amorosos? Perdoaremos mais?
Imaginaremos mais,
acusaremos menos, morreremos menos?
Uma boa dúvida amplia horizontes.
Despede-nos de cavernas.
Catalisa ressurreições.
Aprofunda a vida, ao menos.



O pastor das palavras

Só existe palavra porque há amor,
abertura nervosa para o mundo.
Se falamos é porque o outro nos afeta,
a vida nos fere,
o mundo nos reivindica.
A palavra é incontornável.
Viver é dizer.
Falamos tanto que o silêncio palavreia,
os gestos dizem,
os olhares brigam,
o toque sussurra poesia na pele.
Se sonhamos,
é porque antes de soltar-se na vida,
a palavra é imaginação.
Antes de nos tirar o fôlego e dizer que Deus é amor, João nos surpreende,
afirma que desde sempre Deus é palavra,
logos,
revelação,
manifestação,
testemunho,
sua glória é dizer-se entre nós.


segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Revista AMPLITUDE chega à segunda edição - Leia agora

    


    É com felicidade que apresentamos o segundo número de AMPLITUDE. Durante estes seis meses de espera ou gestação desta segunda edição, pudemos auferir a boa recepção que a nossa primeira edição obteve entre autores e leitores. Isso nos incentiva a avançarmos na jornada, cientes da seriedade e importância da iniciativa de reunir em revista, o melhor da produção literária poética e ficcional, além de outras expressões artísticas levadas a cabo por cristãos protestantes e de outras filiações.

      Vamos ao panorama da edição: Na seção Hot Spots, a sapiência de um dos maiores nomes da mística cristã, Ramon Llull (Raimundo Lúlio). Em Galeria, a obra da pastora, artista plástica, grafiteira, quadrinista e ativista cultural Lya Alves. Na seção Cinema, destacamos a realização da terceira edição do Festival Nacional de Cinema Cristão.

      Esta edição chega inaugurando diversas novas seções. Uma delas é Poeta em Detaque, iniciando com a obra da pernambucana Júlia Lemos.

      Inaugurando a nossa seção Especial, de enfoque temático, temos como mote Estêvão para tempos de perseguição, uma mini-antologia reunindo as percepções de seis excelentes poetas acerca de nosso protomártir, sobre quem nos é oportuno refletir em tempos de recrudescimento das perseguições aos cristãos ao redor do globo.

      E as artes visuais ganharam ainda mais destaque: além da já citada seção Galeria, e de HQ (História em Quadrinhos), inauguramos mais uma seção, Luminares, destacando, em singelas inserções, a pintura, ilustração ou desenho de nossos concidadãos de Reino. E a Fotografia chega com força na seção Álbum, abrindo as portas com a obra de William Rosa.

      Os contos, como diria meu pai, estão de lascar: Iniciamos com Eça de Queiroz, na seção Jardim dos Clássicos, apresentando o conto O Suave Milagre. Seguimos com o humor e a precisão de Judson Canto (A Morte da Encrenqueira); a dramaticidade soberba de J.T.Parreira (O Poeta do Salmo Exilado); Florbela Ribeiro relatando (em O Hóspede) sobre o príncipe que tinha por norma se hospedar junto aos pobres; Lindolfo Weingärtner num conto terno e luminoso (O canto do sabiá preto); Joed Venturini com o impactante & metafísico A Troca; este vosso humilde escriba, num conto de terror(!?), A Matilha Fantasma; e concluímos com nossa saudosa e maravilhosa Myrtes Mathias, num conto com um toque arrebatador (O Menino).

      O objetivo de AMPLITUDE é fomentar a reflexão e a expressão, AMPLIAR visões, entreter com valores cristãos, comunicar a verdade e o belo e estimular o engajamento artístico/intelectual entre nossos irmãos. Convidamos todos a compartilhar esta publicação gratuita, seja por e-mail e nas redes sociais, e ainda em blogs e sites, livremente.

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Se preferir, leia aqui

quarta-feira, janeiro 20, 2016

Dois poemas de Oseas Heckert


Que o Bom Pastor seja seu modelo
Pela porta do curral,
mal entra o pastor,
suas ovelhas o conhecem.
Reconhecem sua voz
quando as chama pelo nome,
e o seguem imediatamente.
Prudentemente, vai à frente
aos pastos verdejantes,
antes que tenham fome.
Se vem o lobo, não hesita,
– enfrenta e afugenta.
Se alguma se cansa,
carrega-a em seu braço;
e na hora do mormaço,
mansamente as conduz
às águas serenas.
Se há alguma “fujona”,
com sua vara a educa.
Se alguma se machuca,
com óleo a alivia.
Se alguma se extravia,
vai atrás, até que a traz
pra junto do conjunto.
Se alguma se emaranha
e se arranha num espinho,
com seu cajado a apanha
e põe de volta no caminho.
Por que como um pastor
Deus se retrata?
Pelo zelo com que trata
a cada um de nós,
que atende à Sua voz.
Por Sua identidade:
Deus é amor.

Descarto Descartes
Penso, logo existo.
Sinto, logo subsisto.
Descarto Descartes
ou o senso da vida é misto?

TVidiota, assisto.
Grife, logo bem-visto.
iPhono, logo benquisto.
Ibope logo conquisto.

A vida é apenas isto?
Duvido, logo desisto.
Ouvi do amor incondicional, de Cristo.
Olvido o amor e, irracional, resisto.

Pela graça eficaz contrafeito,
pré-conceito revisto,
creio, logo persisto.

Em resposta-de-amor-opcional, logo insisto:
de todo o meu coração
de toda a minha psique, 
de toda a minha força,
amo a Deus.

Aceito a proposta-de-amor-interpessoal:
Ama teu semelhante,
diverso ou adverso de ti,
como a ti mesmo.

Amo, logo coexisto.
Visite o blog do autor: http://poetrainee.blogspot.com.br/
Leia também outros poemas no Blog da Ultimato

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